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Infinito aos meus olhos
É o mar.
Lento e limitado
O barco vai.
Imensidão de águas
Como a vida
Imensidão de sonhos!
A ilha é repouso
Recebe o barco na sua solidão.
Como a casa
Para o homem cansado da luta.
Depois
Há o farol
Que guia e não permite extraviar-se.
Como Deus
Que é a segurança na dura estrada.
Haverá sempre
Um porto
E o barco chegará.
Como a vida
Que é finita...
Com lindas promessas
De eternidade.
O homem comanda o barco
O homem sempre escolherá seu caminho.
:: Postado por
Marisa
às
17:35
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Secas Folhas

Era uma vez...
Um homem, uma mulher
Um sonho de amor
Verdes folhas ao vento.
Um dia
Adicionaram-se numa história
De sonhos talvez
Encantos talvez
Estavam inteiros.
Silenciosamente
Construíram muros
Afastaram-se pouco a pouco...
Secaram as folhas no vaso
Um do outro mais distante
Sem versos, sem sonhos,sem nada.
Soltaram as mãos do afago
E o viver entristeceu.
As almas
Peregrinaram
Em busca de outros horizontes.
Sozinhos
Por caminhos não sonhados
Por caminhos inventados
Pela vida insatisfeita.
E o amor ensinando que era preciso busca
E envolvimento.
Mas desistidos estavam
De si e do outro.
O egoísmo
Os dividiu.
Cada um pensou em si
Somente.
E cessou o laço.
E o amor findou.
Como a flor no vaso sem água
Depois de dias.
Como a natureza que a chuva não regou.
Até quando os homens
Correrão atrás do nada?
E deixarão para trás
O que era verdadeiro?
Até quando a utopia
Tomará o lugar da vida?
:: Postado por
Marisa
às
13:01
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S i n g u l a r i d a d e ...

Sentir
Alma com alma
Unir
A vida num beijo.
Pequeno gesto
Puro
Lampejo
Singularidade
O sentido do beijo.
Beijo sagrado
Fidelidade
Num beijo.
Olhos e mãos
Respeito
Lealdade
Num beijo.
Bom seria se o beijo fosse ainda
Do jeito sonhado
Pelo Criador.
Acompanhamento...
Intimidade...
Desejo...
Um beijo que fosse alma
E olhar.
Um beijo que fosse começo
Prenúncio
Do respeito que haveria
Na vida inteira
Do amor.
Olhar
Alma com alma
Unidos pelos gestos
Sentir a certeza
Da resposta num beijo.
:: Postado por
Marisa
às
16:24
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D e s t i n o ...

Havia uma casa no meio da mata
Nela pousavam sonhos e borboletas azuis.
O tempo fez a casa virar ruína
Porque nada é prá sempre.
Mas as borboletas
Nascem sempre e enfeitam de azul a velha casa.
Na vida
Nem sempre nossos sonhos se concretizam
Mas somos os sonhos de um Deus
E temos sempre que ser como as borboletas
Que enfeitam o lugar onde estão.
Viver sim,
Para ser luz aos outros.
Viver sim,
Para mostrar o amor.
:: Postado por
Marisa
às
08:34
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BRASIL
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Mulher
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poetisa, interprete de linhas e
entrelinhas.Acerto de contas com a vida.
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